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Professor da FIC representa UFG em Roma

Wildson Messias

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Foto: Thiago Franco em mesa de discussão.

 

 

Thiago Franco, professor na Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), participou de uma programação extensa em Roma que compreende as temáticas de sustentabilidade e tecnologia, ele também apresentou sua tese na universidade italiana La Sapienza. A Universidade Federal de Goiás (UFG) foi representada em diversos momentos do evento pelo professor, assim como o curso de Análises de Redes que Thiago vêm lecionando na UFG.

A universidade italiana La Sapienza é uma das maiores do mundo e mais reconhecidas por pesquisadores, e fica localizada em Roma. Professor da UFG desde 2017, Thiago faz parte de um centro internacional de pesquisa, o ATOPOS, que trouxe ao professor a oportunidade de representar grandes universidades brasileiras em países europeus.

O curso que o professor ministrou é similar ao trabalho feito na disciplina Análises de Redes, pensada para estudantes de Relações Públicas , o foco do curso é mostrar como fazer as capturas, a partir de análise de redes via software, e como fazer a análise de redes a partir de experiências com povos tradicionais com política, movimentos de protestos desses povos, entre outras temáticas. Thiago trabalha com povos tradicionais, mas como ele diz, a técnica pode ser utilizada para diversos temas. O curso aconteceu à convite da La Sapiensa para a turma de ciências sociais da universidade, o professor teve uma grande recepção pelos alunos e já negocia sua volta a universidade.

Thiago também participou do curso “Redes e Tecnologias para a Sustentabilidade”, na Itália, que é um curso voltado não só para acadêmicos, para grandes empresários, como Thiago diz “os profissionais de comunicação cada vez mais estão preocupados com as estratégias de comunicação voltadas para as redes digitais, mas também com outro elemento que tem tudo a ver com isso, que se chama sustentabilidade.” O curso foi organizado por um instituto italiano chamado Toposofia, e vêm trabalhando a sustentabilidade não só do ponto de vista ambiental, mas das empresas e organizações enquanto sustentáveis, como o professor reforça “O conceito de sustentabilidade têm tudo a ver com o meio ambiente e está totalmente integrado com a ecologia do meio ambiente e hoje nós temos que pensar as organizações dentro dessa realidade”. Thiago acredita ser um grande diferencial para sua carreira, e deseja passar essa experiência aos seus alunos.

 

Em entrevista, o professor contou mais sobre sua viagem a Roma, entre estudos e a experiência de representar a UFG.

 

Qual a importância de ter representado a UFG, e ter discutido a sua tese em uma das maiores universidade do mundo?

Foi uma honra muito grande, tinham pesquisadores do mundo inteiro. Nesse momento, eu que sempre fui aluno da Universidade Federal de Goiás, posso enxergar uma curva de crescimento na minha carreira, e quando eu comecei a falar a primeira coisa que me veio à cabeça foi a minha vida na UFG, eu passei toda a minha carreira aqui dentro e ter essa oportunidade de levar o nome dela para apresentar uma tese agora como professor, mesmo como substituto, foi uma honra muito grande. Me sinto muito bem em fazer parte da UFG e ela me deu grandes oportunidades e ainda continua a me oferecer grandes oportunidades para o meu crescimento acadêmico e de seus alunos.

 

Qual o tema de sua tese de doutorado?

A minha tese hoje fala de tecnologia e de povos tradicionais. Então, o intuito foi justamente mostrar como eles estão conectados no Brasil, a pesquisa que tem uma visualização nacional e a partir de análises de redes eu consigo mostrar os pontos onde esses povos estão conectados no Brasil.  Eles vêm reivindicando direitos e trabalhando a ideia de preservação dos territórios dentro das redes sociais, o modelo de gestão de território dos povos tradicionais, os ameríndios, está muito mais próximo de uma ecologia, de uma ideia responsável, do que o nosso modelo ocidental exploração de florestas e tudo mais.

 

Para você, como foi participar do curso "Redes e Tecnologias para a Sustentabilidade”?

Eu estava muito curioso para saber o porquê que uma empresa de comunicação organizacional está muito interessada nesse tipo de curso, o porquê de consultores de grandes empresas multinacionais, que de certa forma trabalham com comunicação organizacional estão interessadas em saber sobre sustentabilidade ecológica e parece que essa é uma narrativa mundial. As grandes empresas estão preocupadas com isso mesmo dentro de uma perspectiva capitalista e estamos aqui falando de economia, as empresas entendem que de certo modo não adianta mais apenas vender o produto, elas precisam ter uma política de integração com o meio ambiente, e os usuários, os consumidores, cada vez mais cobram muito dessas empresas a responsabilidade ecológica social.

 

 Se tratando do curso que ministrou, você pode dizer a relação de análises digitais e sustentabilidade?

A sustentabilidade está dentro de uma ideia de ecologia. Então, nós estamos conectados com a natureza e o meio ambiente não pode ser pensado separado do homem, tudo que praticamos dentro de uma cidade, dentro da responsabilidade das organizações, de alguma forma modifica e cria uma forma de impacto com a natureza. No ponto de vista de análises de redes, da tecnologia e sustentabilidade, nós temos várias perspectivas, posso destacar duas delas: a primeira; a análise de redes nos permite saber os movimentos ativistas que estão levantando a bandeira pela preservação do meio ambiente. Eu consigo saber como que esses movimentos se organizam na internet a partir da análise de redes fazemos a captura utilizando softwares para saber como eles estão se organizando, qual é o discurso e qual é a narrativa desses movimentos dentro da internet. A segunda; é se pensarmos a teoria de redes, onde os dispositivos, as novas tecnologias e as organizações também podem fazer parte dessa narrativa para a preservação do meio ambiente, para uma vida sustentável. Uma organização que de fato se preocupa com a sustentabilidade provoca uma integração entre uma organização, meio ambiente, cidade, pessoas, coisas, ou seja, uma ecologia.

 

Como professor de Relações Públicas você pode dizer o papel desses profissionais nessa narrativa?

O papel do relações-públicas está nessa intermediação, seja por pessoa jurídica, de obviamente praticar de fato a sustentabilidade; e na outra perspectiva de difundir essas informações dos últimos modelos que vêm sendo debatidos à âmbito internacional e no Brasil também, há muita coisa sendo discutida nesse sentido, a sustentabilidade é uma tendência mundial.

 

 

 

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